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Na hora de empreender… É preciso agir com menos paixão?

Nos empreendimentos o "que" importa tanto, que o "como" pode acabar ficando perdido. O amor a nossa própria ideia pode acabar nos confundindo quanto ao caminho correto a ser seguido para colocá-la em prática. Mas a paixão que temos pela ideia é sempre prejudicial?

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Se você teve uma boa ideia. Algo abstrato como "uma iniciativa para diminuir o efeito estufa" ou um projeto específico para criar uma nova linha de negócios no seu trabalho atual. Talvez nem tenha algo a ver com negócios lucrativos. Ou talvez sim.

Quando uma pessoa está com muita vontade de fazer algo, as ideias ficam embaralhadas. A realidade se altera. Ainda não está claro quais as necessidade do público alvo ou como será o modelo de negócios. Mas, seguramente, a subjetividade encontrará a maneira de justificar até o injustificável ou indeterminável. Isso ocorre porque a pessoa se importa tanto com a ideia, que perde o foco. É a tão conhecida paixão dos empreendedores por sua ideia. A paixão os cega e eles não veem os efeitos negativos do seu projeto, devido à vontade que têm de levá-lo a cabo. Esta miopia, esse excesso de paixão pelo empreendimento é o motivo dos "eu te disse" em caso de fracasso por não ver o que todos veem.

Mas não é preciso ter esta paixão para empreender?

A maioria de nós quando pensa em um empreendedor exitoso, tem a percepção de que ele nasceu com uma paixão ou a adquiriu um pouco depois, mas sempre antes de começar o negócio. Parece que eles tinham um visão reveladora de como deveria funcionar o mundo, ,enquanto que todos os que o rodeavam o diziam o contrário.

Por um lado, todas as ideias que você venha a ter podem chegar a ser boas, mas são ideias até que se tornem realidade. Essas ideias de conhecidos que escutamos aqui e ali em festas e eventos, contando a ideia que tem para um novo negócio, são ideias que não geram nenhum valor até que venham ao mundo real. Pensar é muito bom, mas nada acontece até que se leve à prática. Mas o que faz com que alguns consigam isso? Por que algumas pessoas conseguem evoluir da ideia à ação, enquanto outras não?

Pesquisas a nível local e internacional sobre a razão pela qual diferentes empreendedores decidiram aproveitar uma oportunidade, mostram um resultado bem claro sobre a motivação dos empreendedoras a dar o passo inicial: A vontade. Vontade irracional de fazer algo, vontade de ganhar mais dinheiro, vontade de mudar a situação atual... Ou seja, vontade de atuar, de criar algo, muito associada à paixão inicial. Palavra que as pessoas raramente usam para os negócios, por ser sentimental e pouco profissional.

Se entendermos por vontade, ter um profundo compromisso pessoal com o que se faz, então sim, é correto dizer que a paixão é necessária para empreender. Mas é necessário ter cuidado se for uma paixão cega, que ignora tudo o que atravessa o seu caminho: pode se tornar uma força destrutiva que altera a realidade. Mais que um requisito, esta condição se torna pouco recomendável. É muito difícil se dar conta quando a paixão ficou exagerada.

Racionalmente emocional?

Como fazer com que a vontade seja forte o suficiente para agir, porém sem tirar o seu discernimento? Dois conselhos que podem ajudar:

Primeiro, faça uma equipe. Raramente os empreendimentos exitosos são realizados por uma só pessoa, e isso se deve em grande medida ao equilíbrio entre as subjetividades. Melhor ainda se um da equipe consegue cortar a paixão que cega. 

Segundo, determine um prejuízo potencial aceitável para o empreendedor antes de começar o empreendimento. Um limite de até onde e até o que você está disposto a perder por este empreendimento.

Neste ambiente, não importa quão incertas sejam as circunstâncias, quando a paixão passar os limites, você cairá fora. E então a vontade, a paixão e a motivação podem ter o seu lugar, porém quando, por motivos racionais o projeto não for plausível, você saberá que é melhor não partir para a ação.

Por Isabelle Chaquiriand

Diretora da Xcala

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