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Brasil e Índia avançam na modernização do comércio bilateral com adoção do Certificado de Origem Eletrônico

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O Brasil e a Índia estão dando um passo importante para tornar o comércio entre os dois países mais moderno e eficiente ao adotar um sistema de certificação eletrônica de origem. Essa nova ferramenta permite que os documentos que comprovam a origem das mercadorias sejam gerados e assinados de forma digital, reduzindo significativamente o tempo e os custos envolvidos nas operações comerciais.

Um Memorando de Entendimento foi firmado em 21 de fevereiro de 2026, em Nova Délhi, pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, como parte da agenda oficial que acompanha o presidente da República em visita ao país asiático. Com isso, os certificados eletrônicos passam a ter a mesma validade legal que os modelos em papel.

Com a digitalização, exportadores brasileiros e indianos poderão emitir esses certificados em cerca de 2 horas, contra até 48 horas pelo processo tradicional. O governo destaca que essa mudança reduz entraves burocráticos, fortalece a parceria bilateral e oferece condições melhores para ampliar o fluxo de comércio entre as duas economias.

A Índia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia e ocupa posição de destaque no cenário global. Em 2025, o intercâmbio comercial entre os países superou US$ 15 bilhões, com exportações brasileiras na ordem de US$ 7 bilhões. O setor têxtil, de máquinas e de alimentos, entre outros, deve ser beneficiado com a certificação eletrônica.

Além de agilizar os processos, o novo certificado contribui para elevar os padrões de segurança no comércio exterior, já que documentos eletrônicos com assinaturas digitais reduzem o risco de fraudes e facilitam a fiscalização aduaneira.

 

A iniciativa se soma a outras adotadas pelo Brasil em parceria com diferentes países da América do Sul, como Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, no objetivo de modernizar o comércio internacional e tornar mais competitivos os processos de exportação e importação

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