Connect Learn Finance
Service

Os bons ventos do Rio Grande

O segmento de saúde avançada apresenta alta intensidade tecnológica. Seguindo o comportamento mundial, empresas industriais brasileiras de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório (EMHO) investem mais do que as de outros segmentos em inovação. Em 2005, destinou 5,3% da receita líquida de vendas a essa finalidade – quase o dobro da média nacional (2,8%), segundo levantamento do BNDES. 

As empresas têm uma estreita relação com outras expressões produtivas. Dessa forma, impulsionam a agregação de valor de diversos produtos, entre eles polímeros, plásticos de engenharia de alta performance, placas de circuito impresso, mecânica fina e outros componentes. 

O Rio Grande do Sul se destaca pelos serviços médicos e de saúde, sobretudo em hospitais de referência, de reconhecimento internacional, localizados na Região Metropolitana, sendo a cooperação técnica entre os hospitais e as empresas do setor uma oportunidade para o segmento.

O segmento que fabrica EMHO cresce 13% por ano no país, segundo estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). No Rio Grande do Sul, são 18 empresas industriais, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório (ABIMO). O número representa 3,7% das fábricas instaladas em todo o Brasil e 12,5% na Região Sul. Em sua maioria, são de pequeno ou médio porte. Atualmente no Estado, 10% das companhias concentram 40% do mercado. Quando o percentual é elevado a 50%, o market share chega a 88%. 

O segmento de saúde avançada emprega mais de 33.000 pessoas no país, segundo a ABIMO. Já no RS são mais de 1.000 postos de trabalho. De acordo com a mesma fonte, o faturamento do setor no Brasil chegou a quase R$ 10 bilhões, em 2011. Desse total, R$ 9,1 bilhões correspondem ao mercado interno, enquanto R$ 700 milhões referem-se a exportações. No mesmo ano, o consumo aparente foi superior a R$ 13 bilhões, sendo R$ 9,1 bilhões da demanda atendida por produtores nacionais e o restante por empresas de fora do país. 

Analisando dados do IMS Health de fevereiro de 2012, o mercado nacional do segmento farmacêutico foi avaliado em US$ 26 bilhões ao ano. Com aproximadamente US$ 500 milhões, as empresas gaúchas foram responsáveis por cerca de 2% do consumo no período, empregando diretamente mais de 2 mil pessoas no Estado. No Brasil, o segmento cresceu mais de 20% ao ano, se comparado com o mesmo período de 2011, impulsionado principalmente pelos medicamentos genéricos, cuja taxa anual de expansão foi de 45%, influenciado também pelo crescente desempenho de produtos biotecnológicos. 

Em 2010, o Brasil exportou US$ 1,1 bilhão em medicamentos. Com esse resultado, os produtos ganharam duas posições na lista de itens mais comercializados da pauta de exportações, conquistando a 28ª colocação.

A produção de medicamentos é relativamente concentrada. A maior empresa do ranking brasileiro é responsável por 8,9% de tudo o que é produzido no país. Somadas, as 100 melhores companhias do ranking concentram aproximadamente 97% da produção, sendo os 3% restantes divididos por mais de trezentas empresas industriais (IMS Health, Fev 2012). 

Atualmente, o Estado abriga 29 empresas do segmento farmacêutico, incluindo duas farmoquímicas. A maior parte delas é pequena (50%) ou média (28%) (Sindifar). Das médias, apenas duas destacam-se no ranking nacional, posicionandose em 25º e 49º lugares. No Rio Grande do Sul, 10% das empresas concentram 65% do mercado gaúcho, ao passo que 50% detêm 98% do market share.

Provided by:

AGDI-RS

Country:

Brazil Brazil

Sign In to ConnectAmericas
Forgot your password?
Don't have an account? Register here
Enter the e-mail you used when you registered
for ConnectAmericas to create
a new password