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Qualificação somada à vocação.

A bovinocultura de corte gaúcha é produzida em um ambiente de características únicas no mundo: os Campos Sulinos. Seu diferencial transparece também na qualidade genética do gado. Cerca de 80% da produção é destinada ao mercado do próprio Rio Grande do Sul. O Estado é responsável por quase 5% de toda a produção nacional, reunindo 327 mil propriedades rurais (Censo Agropecuário 2006, IBGE), 185 abatedouros e cerca de 14,5 milhões de cabeças.

A atividade inicia com a criação de bovinos de corte, que ocorre predominantemente em campos nativos. Esse aspecto explica boa parte da tradição do Rio Grande do Sul no setor, que se desenvolveu nos Campos Sulinos – compostos, entre outros, pelo bioma Pampa e Campos de Cima da Serra. Trata-se de um conjunto de biomas naturais com características únicas no mundo. 

Tais condições são complementadas pela excelente genética do gado gaúcho. Com raças de origem europeia, o Estado destaca-se no mercado da carne. 

A produção já abastece alguns nichos que demandam carne de qualidade superior. O esforço de qualificação está presente também em inúmeras iniciativas do setor. Nisso se inclui a capacitação de técnicos, produtores e mão de obra em gestão administrativa. Paralelamente, serão realizados treinamentos em gestão de recursos naturais, alimentação, sanidade e manejo do rebanho. As novas práticas, portanto, potencializam a vocação produtiva do RS.

A suinocultura tem história e tradição no Estado. Com grande potencial produtivo, sistema de produção tecnologicamente avançado e expertise industrial, o setor destaca-se nacional e internacionalmente. O Rio Grande do Sul é o segundo em produção e terceiro em exportação no Brasil, sediando empresas com marcas reconhecidas por todo o mundo.

Assim como outros setores do agronegócio, a suinocultura apresenta uma forte ligação com o fenômeno da colonização européia. Quando chegaram ao Rio Grande do Sul, os imigrantes criavam suínos com objetivo de utilizar sua gordura e especialmente a carne para o consumo alimentar das famílias. As condições climáticas também favoreceram o exercício da atividade. De lá para cá, avançou de forma a colocar o RS em posição de relevo. O produto, por sua vez, com o advento dos óleos vegetais evoluiu para uma carne magra e saudável. 

A cada ano, o setor vem crescendo e aumentando sua contribuição ao desenvolvimento do Estado.

A produção láctea do Rio Grande do Sul destaca-se em quantidade e qualidade. Terceiro maior produtor nacional, o Estado fabrica um dos melhores leites do país e conta com condições ambientais idênticas aos líderes mundiais da atividade. Boa parte do leite gaúcho é destinada ao mercado nacional.

Com forte impacto econômico e social, o segmento mantém um grande número de agricultores familiares integrados à vida econômica. Existem, no território gaúcho, mais de 120 mil estabelecimentos familiares envolvidos na produção de leite. O montante representa 32% de todos os estabelecimentos de agricultores familiares do Estado, presentes em 90% dos municípios gaúchos. A renda do leite é a renda agropecuária que mais se parece com a renda proveniente de salários. O conjunto dos produtores de leite recebe, em valores correntes, cerca de R$ 215 milhões por mês. Quase todo o leite gaúcho tem como origem um estabelecimento de agricultura familiar. Com forte presença no setor, as cooperativas congregam os pequenos produtores e investem em assistência técnica, elevando seu patamar de produção.

Soja e milho são dois dos cultivos mais importantes para a agroindústria gaúcha. Envolvem grandes colheitas, vasta disseminação territorial e uma ampla gama de produtos. O Brasil é o primeiro em exportação e segundo em produção de soja. Em relação ao milho, o país ocupa a quarta colocação mundial nas duas categorias. Essa produção, bem como alguns co-produtos gerados no seu processamento, são insumos para outros segmentos de agroindústria no Estado. Entre eles, é possível destacar leite e derivados, avicultura, carne suína e, mais recentemente, biocombustíveis, no caso específico da soja. Essas interdependências implicam políticas integradas, de relativa complexidade, o que vem sendo aprimorado com a Política Industrial.

A indústria do arroz está presente há mais de meio século no Rio Grande do Sul. Com clima temperado e elevado grau de eficiência nas lavouras, o Estado concentra em torno de 65% da safra brasileira. O Irga, instituição pública com mais de 70 anos, incentiva, coordena e instrumentaliza o setor por intermédio de tecnologia e conhecimento. O país é o primeiro em produção e consumo fora do continente asiático.

O arroz é o segundo alimento mais consumido do planeta e tem uma demanda global que chegou em 2012 a quase 460 milhões de toneladas. No Brasil, o consumo é de cerca de 12,1 milhões de toneladas, fazendo do país o maior mercado fora do continente asiático. Desta demanda, 11,6 milhões toneladas são produzidas internamente, das quais 7,7 milhões de toneladas são originadas de terras gaúchas.

A avicultura do Rio Grande do Sul ocupa posição de destaque no cenário nacional. Terceiro lugar em produção e exportação no Brasil, o Rio Grande do Sul registra mais de meio século de vocação nessa atividade. Hoje, quase a metade dos municípios do Estado está envolvida em alguma etapa da cadeia produtiva. Com a expansão do mercado consumidor doméstico e externo, o setor tem pela frente um período de grandes oportunidades

Desenvolvida em todo o território nacional, a avicultura destaca-se na Região Sul. O Estado é o terceiro maior produtor. A criação, o abate e o processamento de carnes já fazem parte da economia gaúcha há mais de 50 anos. Atualmente, a atividade está presente em 240 municípios do Rio Grande do Sul. O consumo de carne de frango no RS também é representativo e representa um mercado interessante. Segundo a ASGAV, foram consumidas em 2011 508.250 toneladas, com um consumo per capita de 47,5 kg habitante/ano. As vendas das agroindústrias avícolas no ano de 2011 atingiram 258.200 toneladas. A estimativa de entrada de produtos avícolas para suprir demanda RS com base no consumo per capita é de 250.050 toneladas, 49,2% do consumo interno do RS. 

Nas últimas três décadas, o segmento conheceu um período de forte expansão. Seu principal produto, o frango, conquistou mercados exigentes por todo o mundo.

Provided by:

AGDI-RS

Country:

Brazil Brazil

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