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Rio Grande do Sul: motor da indústria nacional

O setor automotivo exerce forte influência na economia do Rio Grande do Sul. Apenas a montagem de veículos – caminhões, ônibus, automóveis e carrocerias – foi responsável, em 2008, por 10,3% do Valor Bruto da Produção (VBP) de toda a indústria gaúcha. Tamanha importância também se reflete no âmbito nacional da produção. Ao longo de 2011, as empresas gaúchas fabricaram 6,8% dos automóveis nacionais, respondendo por uma arrecadação de mais de R$ 300 milhões em ICMS.

triais é uma das características da indústria automotiva. Desta forma, o segmento tem elevado índice de integração com importantes cadeias de produção do Estado, gerando demandas para a indústria da metalurgia, borracha e plásticos, automação e controle, eletroeletrônica, semicondutores, entre outros. Além disso, cerca de 60% de toda a carga brasileira é transportada em implementos rodoviários.

O aumento da competitividade das empresas do setor cria um impacto significativo sobre o PIB do Estado. Ao gerar demanda e renda, a indústria automotiva contribui para a qualificação de segmentos envolvidos. A imagem abaixo sintetiza sua profunda conexão com outros setores econômicos.

Esse diálogo produtivo com outras atividades se expressa também por meio da crescente incorporação tecnológica de seus produtos. Dessa forma, absorvem avanços em microeletrônica, semicondutores, miniaturização e tecnologia da informação. E, por consequência, o setor adquire a característica de portador de futuro e torna-se capaz de gerar maior valor agregado às suas variedades.

Outra tendência que cada vez mais se consolida é a integração de componentes eletroeletrônicos, semicondutores e microprocessadores aos veículos.

O setor automotivo brasileiro tem uma posição de destaque no mercado mundial. Em 2011, o país ocupou o 5º lugar na produção de automóveis (2,8 milhões de unidades), 4º em veículos comerciais leves (582,6 mil unidades), 3º em caminhões (191,6 mil unidades) e 3º em ônibus (45,9 mil unidades). 

No Brasil, o setor automotivo foi responsável, em 2010, pelo emprego de 530.052 trabalhadores, incluindo montadoras e fabricantes de autopeças e pneus. Apenas no Rio Grande do Sul, o montante chega a 53.868, o que significa cerca de 10% da força de trabalho na indústria nacional.

Considerado o segundo maior exportador do continente americano, o Brasil conta com 1,3 mil empresas de implementos rodoviários. De acordo com dados da SIMEFRE, o faturamento do setor chegou a R$ 8 bilhões em 2012, representando um acréscimo de quase 20% em relação a 2010. A produção de reboques e semirreboques no Brasil, no ano de 2012, foi de cerca de 55.000 unidades, sendo que as empresas do RS produziram mais de 50% do total nacional. 

O Rio Grande do Sul tem parte importante nesse contexto. Prova disso é o mercado de trabalho do segmento: dos 59.332 empregos totalizados no Brasil, 20.324 são de postos de trabalho gaúchos.

A ANFAVEA divulga que nos produtos de autopeças, o consumo se divide em 70,8% para montadoras, 14,7% para mercado de peças de reposição, 8,4% para exportações e 6,1% para outros fabricantes de autopeças. As empresas gaúchas inserem-se nesse cenário respondendo por 4,8% das vendas ao mercado nacional e 9,9% das exportações. 

A atividade de fabricação e montagem de ônibus também demonstra vigor no Estado. Os quatro principais players gaúchos foram responsáveis por em 2011 por 63% de toda a produção nacional do setor, destinada tanto ao mercado nacional quanto ao internacional.

Provided by:

AGDI-RS

Country:

Brazil Brazil

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