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O setor de Bens de Capital – Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas e Industriais, desempenha um papel fundamental na economia gaúcha

Gerando reflexos diretos em diversas cadeias produtivas e com os contínuos avanços tecnológicos, a indústria de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas e Industriais garante a competitividade de seus produtos e, por consequência, a conquista de novos mercados no Brasil e em outros países. 

Bem de Capital é um tipo de bem usado na produção de outros bens, mas que não são diretamente incorporados ao produto final. Indivíduos, organizações e governos usam bens de capital na produção de outros bens, mercadorias ou serviços. Inclui fábricas, máquinas, ferramentas, equipamentos e diversas construções que são utilizadas para produzir outros produtos para consumo.Conforme destaca o IPEA, a indústria produtora de bens de capital incorpora uma enorme diversidade edispersão de condições competitivas inter e intra-setoriais. 

Os bens de capital estão presente na cadeia produtiva de todos os setores industriais, difundindo tecnologia e qualidade, essenciais para a produção competitiva de bens de consumo e serviços. Seu efeito multiplicador se dá por dois fatores: a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e a sua longa e complexa Cadeia Produtiva. 

A partir do investimento em máquinas e equipamentos 

tem-se sustentabilidade no crescimento do PIB, em função do aumento da capacidade instalada. Este é um setor estratégico que serve de alavanca de competitividade para os demais setores industriais. O RS compreende 12,9% do setor de bens de capital no Brasil. No ano de 2010, havia 61.806 pessoas empregadas formalmente no setor no Estado (Dieese, 2011). Máquinas e Equipamentos Industriais O setor demáquinas e equipamentos industriais agrega valor em diversas indústrias, quando se considera a totalidade de sua cadeia produtiva, sendo transversal a praticamente todos os segmentos e mobilizando o maior número dos setores industriais: do plástico ao aço, da instrumentação e eletrônica à informática.

A inovação é um imperativo do setor. As empresas necessitam oferecer constantemente equipamentos tecnologicamente avançados e produtivos aos seus clientes (indústrias). Este imperativo gera a necessidade de investimento constante em pesquisa e desenvolvimento de inovações tecnológicas. Segundo a PINTEC (Pesquisa de Inovação Tecnológica do IBGE), a taxa média da inovação é de 33,5% para a indústria em geral e de 41% para a indústria de máquinas e equipamentos. Máquinas e Implementos Agrícolas O Rio Grande do Sul é protagonista na fabricação em máquinas e implementos agrícolas. 

De todas as empresas atuando no Brasil, mais de 60% estão instaladas no Estado. Três empresas respondem por quase metade da produção nacional de tratores de rodas e esteiras, colheitadeiras e retroescavadeiras. 

O RS concentra um terço da força de trabalho do país nesta indústria. Há no segmento um marcante aspecto heterogêneo. Entre as empresas de grande porte, no Estado se localizam seis unidades de três dos principais players mundiais de fabricantes de máquinas agrícolas. 

Os implementos de tração mecânica, voltados para o mercado doméstico e externo, são produzidos por companhias de grande ou médio porte. Existem ainda empresas de menor tamanho que fabricam equipamentos de menor complexidade, de capital nacional e atendem principalmente às demandas regionais.

Potência em números: O setor de máquinas e equipamentos conta com 1,9 mil estabelecimentos no Brasil (RAIS 2010) e é bastante diversificado, possui 26 subsetores. Os três sub-setores de maior relevância em número de empresas são os de fabricação de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, exceto para irrigação, com 19,7% do total; de fabricação de máquinas e ferramentas, com 7%; e de fabricação de máquinas e aparelhos de refrigeração e ventilação para uso industrial e comercial, com 6,9%. 

O Estado abriga aproximadamente 641 empresas com predominância no Noroeste (77,78%). O desenvolvimento do setor guarda relação com a vocação produtiva da região, caracterizada pela agricultura empresarial através das culturas de soja, arroz e trigo. O protagonismo gaúcho é evidenciado em sua participação na produção nacional de plantadeiras motorizadas, tratores de rodas e esteiras, colheitadeiras e retroescavadeiras. Das 88.874 unidades fabricadas no país em 2010, 46,1% foram produzidas por três grandes empresas instaladas no Rio Grande do Sul. Estas empresas operam em Santa Rosa, Canoas, Horizontina, Montenegro e Caxias do Sul. 

Constitui o setor um segundo grupo formado por empresas de origem local, nas cidades de Passo Fundo e Panambi, produtoras de máquinas agrícolas e nas cidades de Não-Me-Toque e Carazinho, destaque em produtos para agricultura de precisão.

O setor de máquinas e implementos agrícolas emprega aproximadamente 25 mil pessoas no Estado – mais de um terço da força de trabalho do país nesta indústria. 

Nos dez municípios onde estão concentradas 73% das companhias, 50,95% dos postos de trabalho são gerados nas grandes empresas, 25,51% nas médias e 23,54% nas pequenas. 

O segmento de máquinas e implementos agrícolas é parte integrante do setor de máquinas e equipamentos que responde pela geração de 13,4% do Valor de Transformação Industrial (VTI) do Brasil. Em 2010, a indústria nacional de máquinas e implementos agrícolas exportou 19.176 unidades, tendo como principal destino a América do Sul (11.031), sobretudo a Argentina (4.846). As vendas internas no atacado, por sua vez, somaram 68.525 produtos, dos quais 12.224 apenas no Rio Grande do Sul.

 

Provided by:

AGDI-RS

Country:

Brazil Brazil

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