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A indústria de madeira, celulose e móveis do Rio Grande do Sul é destaque nacional

Da necessidade à oportunidade o segmento moveleiro teve como ponto de partida a chegada dos imigrantes ao Rio Grande do Sul, que, ao abrirem espaços para as atividades agrícolas, aproveitavam a madeira para suprirem suas necessidades de construção, fabricação de móveis e energia. Com o avançar dos anos, a atividade consolidou-se como uma indústria e assumiu prá- ticas de sustentabilidade. Reflorestamento: dupla solução Antes dos fluxos migratórios, cerca de 40% da superfície do Estado era coberta por florestas naturais. O processo de ocupação do território, contudo, desencadeou um acelerado desmatamento, provocando danos ao ecossistema e ameaçando a sustentabilidade dos recursos florestais do território gaúcho. Com o cultivo de florestas plantadas, iniciou-se um reposição florestal, solucionando o problema em dois aspectos: na preservação das florestas naturais e no suprimento de matéria-prima para a indústria. 

As primeiras iniciativas de reflorestamento no Estado ocorreram a partir de 1930, com a introdução do cultivo da acácia-negra. Na década seguinte, com o objetivo de garantir a reposição do pinheiro-brasileiro, houve a criação do programa denominado Florestas Nacionais de São Francisco de Paula, Canela e Passo Fundo – unidades de conservação pioneiras em solo gaúcho. Impulsionada por políticas de incentivo fiscal, o cultivo de florestas plantadas registrou um forte crescimento entre os anos 1967 e 1986, baseado no plantio de eucalipto e pinus. Progresso econômico e social 

A cadeia produtiva de base florestal abrange os ramos de produção de madeira e seu processamento industrial (madeira serrada e produção de painéis), produção de móveis, de celulose, de papel e papelão e, ainda, de carvão vegetal. O setor serve de base para sustentar o processo de desenvolvimento de diversos municípios do Estado, respondendo por parcela significativa da geração de renda, da oferta de empregos e das vendas externas do Rio Grande do Sul. 

Com forte identificação social, o segmento de base florestal absorve no mercado de trabalho pessoas com variados níveis de qualificação, do plantio florestal ao projeto e fabricação de móveis com design moderno. Como a atividade possui diversos ciclos de produção, são criadas oportunidades durante todas as épocas do ano. Para os produtores rurais, o cultivo florestal representa também uma forma razoavelmente segura de diversificação da renda, sem riscos climáticos. Indústria gaúcha em evidência nacional O Brasil tem participação de 1,2% no mercado mundial de madeira serrada, sendo o 3º maior produtor de celulose e 12º de móveis. 

As empresas gaúchas destacam-se no cenário nacional, respondendo por 19% do volume de produção de móveis e cerca de 3% da produção de celulose. Com forte atuação, o setor responde por 4% do PIB do Rio Grande do Sul e fatura anualmente em torno de R$ 8,2 bilhões. Desse montante, R$ 5,75 bilhões refere-se apenas às empresas moveleiras, valor que representa 16% do faturamento nacional desse segmento, conforme a MOVERGS em 2011. 

A cadeia produtiva de base florestal é responsável pela geração direta e indireta de cerca de 300 mil postos de trabalho no estado, com 40,9 mil empregos diretos apenas no setor moveleiro. 

 

A indústria gaúcha de móveis destaca-se também nas exportações: do total que o Brasil comercializa no exterior, 27,3% tem origem no Estado, somando US$ 203 milhões em 2011. Destaca-se ainda a importância nacional do polo moveleiro da região de Bento Gonçalves, responsável por 31% do volume de peças e por 21% do total da mão de obra empregada entre os polos de móveis do Brasil. Dentro do Rio Grande do Sul, o polo é responsável por mais de 42% da produção e 29% das exportações de móveis do estado.

Provided by:

AGDI-RS

Country:

Brazil Brazil

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